Labs cidadãos

Do artigo de Atau Tanaka no "Blueprint for a lab of the future", falando sobre diversos tipos de labs:

Citizen labs: Grassroots movements and development of the creative Do-It-Yourself (DIY) scene have led to the development of community-based labs. Medialab Prado in Madrid is a grassroots media lab focused on citizen access, and funded by local government. Kitchen Budapest has a similar community-facing ethos, and is sponsored by the Hungarian Telekom. The other two partners in LABtoLAB - Constant, and PiNG - are from cities (Brussels and Nantes) where there are a number of initiatives, includingiMAL, FoAM, Apo33. The concept of Hackerspaces codifies the operations and practice of community-based centres for creative technologies. These recent developments reflect the democratisation of technology, the increasing inclusion of digital media in all forms of cultural practice, and the increasing audiences that accompany these developments.

Fiquei indeciso sobre essa definição. Ela reúne algumas ideias interessantes, mas opõe esse tipo de lab a outros  - Industry labs, Media art labs, University labs. Na primeira vez que li esse parágrafo, ano passado, tive a impressão de que Tanaka considerava os labs cidadãos menos relevantes que os outros - como se fossem mero espaço de reverberação de inovações que em verdade surgiriam nos outros tipos de labs. Eu gosto de acreditar que, pelo contrário, o único tipo de inovação relevante para o mundo vai vir cada vez mais de espaços em que as pessoas possam conviver com a diversidade e escapar da lógica da produção, da mensuração meramente numérica/econômica/financeira de seus esforços. E os labs abertos à sociedade me parecem o lugar privilegiado para que isso aconteça.

Interfaces Públicas

Último vídeo da série de conteúdos Rede//Labs produzida em parceria com o Centro de Cultura da Espanha em São Paulo, Interfaces Públicas foi em si um desafio condizente com aquilo que pretendia retratar. Um lugar efervescente que no entanto não é um lugar em si, ou não só um lugar, ou não o mesmo lugar ao longo do tempo. IP://, Ipe ou Ipê teve pelo menos quatro encarnações diversas em diferentes lugares do Rio de Janeiro, sempre recebendo gente nova, renovando as propostas, em ebulição e renovação constantes. O próprio processo de elaboração do vídeo fala bastante sobre o IP: começou de um jeito, mudou, as fitas sumiram, o HD deu pau, fizeram de novo, diferente. No fim, não sem ironia, meu pedido por um vídeo sobre o IP acabou reflexivamente mostrando também a mim mesmo falando sobre o IP. É assim que funciona ali, naquele lugar entre quântico e borgiano, jogo de espelhos em que a pergunta e a resposta se misturam. Meus parabéns ao pessoal que conseguiu, a custa de muito esforço, documentar o que é difícil de documentar - como fotografar um cheiro ou contar o sonho de outra pessoa. E vida longa aos Ipês.

InterfacesPublicas-final2 from Centro Cultural da Espanha-AECID on Vimeo.

Vídeo - Cachoeira, Bahia

Saindo mais um vídeo da coleção Rede//Labs + CCE. Este é assinado por Lu Tognon, e retrata a cena de arte em novas mídias que começou a surgir recentemente em Cachoeira, a partir da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo Baiano) e de eventos como o Networked Hacklab.

hacklaBahia! from Centro Cultural da Espanha-AECID on Vimeo.

Ecolocatividade

Nessa quarta-feira (27/06), às 15hs, o Labjor recebe a visita do finlandês Tapio Mäkelä, que vai falar sobre projetos de arte e ciência. A palestra será proferida em inglês, com tradução sequencial. O Labjor fica na Unicamp, Reitoria V, terceiro andar.

Ecolocatividade - objetos fronteiriços entre arte, ciência e design

Tapio Mäkelä reflete sobre trabalho de campo locativo que combina a coleta de dados ambientais e a etnografia experimental na prática da mídia-arte. Como são essas práticas situadas na arte, ciência e ambientes de vida? Objetos fronteiriços podem formar zonas de transvergência?

Tapio Mäkelä é pesquisador e mídia-artista baseado em Helsinque. Ele trabalha com Associação Marin e Translocal para produzir residências de arte e ciência, obras de arte locativas e jogos. Ele também é palestrante visitante do Medialab na Universidade de Aalto e curador do programa de música eletrônica para o Mbar, baseado em Helsinque. Até recentemente, era Fellow de pesquisa do AHRC (Conselho de Pesquisa em Artes e Humanidades do Reino Unido) no departamento de Tecnologia Criativa da Escola de Arte e Design da Universidade de Salford. Seus interesses de pesquisa incluem usos sociais e culturais de mídias locativas, e interação ambiental e design de informação. Tapio Mäkelä foi diretor da Associação Artística Muu, e coordenador de programação da ISEA 2004.

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