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Brazil no LabSurLab

Brazil no LSL

Ricardo Brazileiro esteve no começo do mês (junto com Miguel Salvatore, Tati Wells e Jarbas Jácome, além de um monte de aliados de diferentes países) em Medellín, para o encontro LabSurLab. Ele publicou em seu blog um ' (além de um vídeo e uma apresentação) de sua participação e impressões por lá. Em pauta, muita coisa que a gente debate por aqui. Vale a pena ler tudo:

http://rbrazileiro.info/blog/brasil-colombia-taticas-redes-convergencias/

Laboratórios e redes desde uma perspectiva das comunidades – Comunidades desde uma perspectiva de laboratórios em rede.

LabSurLab pode ser compreendido como “metáfora e prática” de “formação e trabalho” em rede. As identidades envolvidas – representando ativistas, estados, empresas – empregaram uma dinâmica capaz de desenhar um discurso um tanto esquecido pelas políticas públicas, em especial propagado pelas instituições de ensino: a interdisciplinaridade.

Nos seminários, mesas redondas, mesas de trabalho e oficinas. O que se via eram autênticos espaços discursivos/práticos: meio ambiente, política, artes, física, elétrica e química, tudo concebido como ciência. Desde a perspectiva dos laboratórios, o importante é dominar estes “códigos”.

LabSurLab apresenta o subtítulo “tenemos los medios”. Desde logo é colocado um paradoxo, um desafio e claro, a reinterpretação de conceitos. Os participantes que estavam ali tinham uma postura bem clara: “Somos nós os meios!”. 

Intertítulo

Os laboratórios devem ser capazes de envolver e articular uma gama de identidades e entidades para alcançar modos operativos diversos – de organização, planejamento, produção e difusão – e alheios às práticas dos centros de poder ou dos já consolidados meios de comunicação. Entendendo que assembléias, concertos/shows e seminários também fazem parte do rol de modos de comunicação. Leia mais

RedeLabs, não Redelab

Só pra esclarecer: a plataforma Rede//Labs não está associada de forma alguma ao evento Redelab organizado pelo Vivo Lab em BH, na semana passada. Foi uma dessas sincronicidades de tempos conectados. Eles já disseram que não têm planos de fazer outras edições do evento.

Campus Party - Labs e centros de fomento à cultura digital

No fim de janeiro estive na Campus Party para participar de um debate sobre Labs e centros de fomento à cultura digital a convite do Instituto Sergio Motta, que estava desenvolvendo a área de Design, Foto e Vídeo. Junto comigo no palco estavam Dani Bousso e Guilherme Kujawski. Dani contou um pouco sobre as realizações e obstáculos enfrentados pelo LabMis, e também sobre os programas de residências e intercâmbio internacional. Kuja falou um pouco sobre o Itaulab e depois passou algum tempo analisando sobre como a hipótese comunista pode se articular com possibilidades abertas pelas culturas digitais (sobre isso, eu também recomendo a leitura do Manifesto Telecomunista do Dmyitri Kleiner).

Eu achei interessante falar logo ali, porque foi justamente na Campus Party do ano passado que o que era o interesse difuso em Rede//Labs virou um plano específico, articulado com a Cultura Digital do Minc. Eu dancei mais ou menos em torno de um roteirinho que rabisquei de última hora:

1. EuLeia mais

Lab Sur Lab

LSLUma das coisas que me surpreendeu ano passado durante o Labtolab em Madrid foi a grande quantidade de convidadxs da América Latina (como eu mesmo). Me pareceu uma decisão política fantástica, com uma influência clara do pessoal do Medialab Prado. Um dos resultados dessa escolha foi um primeiro contato entre pessoas e grupos que - por conta de contextos similares e proximidade geográfica - deveriam ter entre si muito mais intercâmbio do que realmente acontece.

Desses encontros necessários surgiu a ideia do Lab Sur Lab, projeto para um encontro de laboratórios sob uma outra perspectiva - do sul global, do mundo em desenvolvimento, emergente, como queiram definir. A partir de então, criou-se um grupo no N-1 para organizar o encontro, que vai acontecer em Abril em Medelín (Colômbia). Uma das pessoas que está articulando o evento é o Alejandro Duque, que eu tive a oportunidade de entrevistar. Pelo menos meia dúzia de pessoas do Brasil foram convidadas, mas por força das circunstâncias muitas não vão poder ir. Eu vou tentar participar de uma sessão remota sobre o redelabs, se o streaming funcionar.

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